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Mostrando postagens de Junho, 2012
1, 2, 3, só mais alguns passos e estou partindo. Você vai mesmo me deixar ir embora? Você destrancou a porta, arrumou minhas malas, deu-me a chave. Você está certo sobre isso?  Por favor, pense bem e com cuidado antes de responder. O mundo lá fora é imenso, se você me rasgar por dentro, eu posso rasgar todos os mapas que me levam de volta para você. Eu posso não encontrar mais o caminho de volta para casa. Eu posso perder, também, a vontade de voltar.

Run away

Estou me tornando aquilo que mais odiei - isso acontece às vezes. O que jogamos no mar na esperança de que se vá, volta. Julguei-te pelas vezes que partiu, pelo meu coração esmagado em suas garras, sua frieza aos meus sentimentos, suas palavras de adeus. No verão mais bonito, você não estava aqui, jurou-me voltar em dois meses. Voltou, como sempre, mas se foi novamente. Agredi suas ações em palavras e hoje, veja eu. Estou aqui escondida nos esconderijos da minha alma, escapando-me de qualquer tipo de contato humano, palavras não me agradam mais e ninguém age. Chorei pelas suas idas e hoje estou indo, também. Não mando mensagens, desliguei o telefone, não saio para lugar nenhum. Não quero te ver, não quero ver ninguém. É claro, é culpa de alguém, sempre há a quem culpar. Dessa vez, não sei. Não me sinto segura em lugar nenhum, apenas aqui, onde meu silêncio faz-se escudo do barulho do mundo. O silêncio é o que me salva. Mas se tem algo diferente a dizer, diga. Se quiser fazer, vá em fre…