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Mostrando postagens de Agosto, 2011
E se tudo fosse mentira? Digo, e se você não fosse realmente quem é agora? Quem sabe, é apenas uma imagem que criei ou um conjunto de qualidades e defeitos programado para me fazer crer que você é meu homem perfeito. Talvez seja só uma máscara para esconder toda a minha grande carência e necessidade de abraços. Talvez você não seja realmente tão doce quanto descrevo nem tão necessário quanto sinto ao te ver partindo. Não sei ao certo e tenho suspeitas de que nunca saberei, mas posso até está te deixando entrar para tentar fazer outro alguém sair. Um alguém antigo, mas permanente. Um alguém que poderia me fazer mudar para algo terrível, mas você esteve lá e me salvou. Agora que te preciso, você corre para onde meus olhos não podem enxergar nem meu coração sentir. Agora que te quero, você não me quer mais. Se você soubesse ao menos um pouco do muito que te quero. Se você soubesse e parasse de fugir de mim, poderíamos, quem sabe, fugir das coisas feias do mundo e encontrar algo bonito pa…

Emília - parte I.

Emília amanheceu antes do sol, com olhos inchados pela noite anterior. Esperou os primeiros raios adentrarem pela janela, observando com um olhar sereno. Pensava: sem dramas, ainda há um mundo imenso fora daqui. As luzes do sol iluminavam o quarto deixando-o com um tom alaranjado. A menininha colocou os pés para fora da cama até os mesmos alcançarem o chão, caminhou até o guarda-roupa e vestiu seu casaco cinza, calçando, posteriormente, o sapato que havia separado. Foi até o baú envelhecido que ficava no canto do quarto, abriu lentamente e juntou as cartas e fotografias antigas que estavam ali, apertando-as junto ao peito, fechando fortemente os olhos por alguns segundos. Faltam apenas alguns minutos, aguenta, por favor, pensou. Andava em silêncio pelo quarto para não acordar John, que dormia no lado direito da cama. Após guardar as lembranças em sua bolsa, abriu com cuidado a porta e olhou com piedade para o homem que dormia em sua cama, com um ar despreocupado e cheiro de bebid…

Will, ela não vai voltar

Ela sempre me ajudou, por mais que isso lhe causasse alguns sacrifícios. Era de madrugada que eu mais precisava de alguém, alguém que não reclamasse nem se importasse de passar a noite inteira acordada comigo, só para tentar me fazer sentir melhor. Alguém que colocasse a mão sobre a minha e me entendesse quando ninguém mais conseguia fazê-lo. Eu precisei de um abraço, de um ombro, precisei de uma pessoa inteirinha que estivesse lá por mim. E ela esteve lá por mim, sempre. Até nas vezes que gritei e a magoei, ela nunca foi embora, nem sequer ameaçou ir. Eu conseguia enxergar tantas coisas nas palavras que ela me dizia e no seu sorriso que protegia. Aquela garota foi minha salvação. Queria que ela soubesse que ninguém nunca me causou um sentimento tão forte quanto o qual ela causa em mim. Queria ter cuidado melhor dela, ter feito-a sorrir. Voltar no tempo, talvez, e nunca fazê-la chorar com um adeus tão frio como o meu. Eu não deveria ter ido embora nem a perdido de vista.

Enfim, fim.

Um dos melhores e piores sentimentos que você pode sentir por alguém é o da decepção. Sentir-se decepcionada. Ah, como dói. Construir uma vida inteira, depositar todos seus sonhos e depender de uma única pessoa para ser feliz, confiar de uma forma tão intensa e não parar para pensar que pode acabar em qualquer momento. Estamos tão confiantes de que só aquele sentimento bonito é capaz de vencer tudo que não pensamos em mais nada, em nenhuma defesa, em nenhum contra-ataque, apenas deixamos acontecer. Fui tão tola ao fazer isso. Ao me render e evitar pensar que iria acabar. Digo, uma parte de mim sabia que hora ou outra tudo mudaria. Porém, eu acreditava de corpo e alma que ele estaria ali, como sempre esteve. Briguei com meio mundo por ele, me afastei de grandes amizades por falarem que você não era o melhor para mim. Quem eram eles, afinal, para julgar-nos? Quem eram eles? Eles não eram você, então não me importavam. Só você me importava, como sempre. Nenhum deles tinha um jeito único e…