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Minhas armas caem ao chão quando você se aproxima. Eu percebo que toda a muralha que construí ao meu redor a fim de me defender do sorriso seu é na verdade feita de bolha de sabão. E estoura no momento que você fala comigo. Eu sou fraca, eu sou uma tola. Quanto mais motivos tenho para te odiar, mais eu me apaixono. Tudo está errado e ao avesso, há oito meses que eu deveria ter te esquecido, mas é como se tudo ainda fosse muito recente. Os sentimentos, as feriadas, a ilusão de que você me faz bem. Que grande defeito de achar que cada sorriso é um sinal, é um convite. Que grande mania sua de sorrir demais...
A saudade já me matou, doutor Já não tenho mais lar, onde morar No coração que antes me acudia já não posso entrar

"Te esperar pra te dizer adeus"

Engulo o choro e me proíbo intensamente de dramatizar. Se ao menos algum dos meus poetas preferidos ainda vivesse, talvez entendesse todo o meu excesso de amor. Talvez fizesse todo o meu sofrimento ser algo normal. Mas é enlouquecedor ser romântico em meio ao inverno dos corações. Ninguém se mostra conhecedor de tal sentimento. Eu pareço exagerada, dramática e até mentirosa! Não minto quando digo que só serei feliz completamente quando te ter completamente. E que assim seja. Oh, não, não posso mais... Não posso me permitir pensar assim. Tenho que controlar as batidas do meu coração, desviar os meus pensamentos, fugir de você. Um dia desses, eu quase consegui e clamava orgulhosíssima: esqueci tal pessoa, esqueci completamente. Mas você me aparece em meio a chuva escondendo os olhos por trás dos óculos, mas expondo assim o sorriso para que qualquer um possa vê-lo. Minhas pernas tremem naturalmente, meu coração se alegra, embora tudo seja tão triste. Se fosse há duas semanas...

O que diabos estou dizendo?

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"Ah, por que tudo é tão triste?"

Poetinha, meu amor, Que mundo louco esse que estou vivendo E nesse mundo louco assim, me surpreendo, Pois ainda há você que me enche de graça Que enche de graça qualquer lugar a que passa. Poetinha, meu amor, meu querido. O mundo que você deixou não é o mesmo que eu herdei. Por que, pergunto-me o tempo inteiro, por que o mundo parou de amar? De repente, às vezes, vejo tudo tão mais bonito, as flores tão mais graciosas, o céu tão mais encantador. De vez em quando eu fico feliz, pois me apaixono pelos mais belos par de olhos que se escondem atrás daqueles óculos bonitinhos. Eu me sento assim no canto e fico a sorrir, ouvindo uma música baixinha e me entregando a risadinhas que só eu mesma sei de quê. E então a tristeza me bate, pois o mundo não é mais das poesias e o meu tão sonhado amado se recusa a se apaixonar. Poetinha sou tão amada por outros, mas eu gostaria de ser o amor maior, a única de um rapaz só. O rapaz que me fizesse querer viver...

"Às vezes, é o livro que me lê"

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O Diário de Anne Frank

Pequena Nina

Saudades, pequenina, de você e dos anos antigos. Mais saudades do que isso, confesso, só de mim. Só de quem eu era antes de ser assim. Saudades de ser flor, ser beija-flor. A vida andava em pequenos passos, devagarzinho, com o canto dos pássaros, dos passarinhos. Sua mão, sua doçura, limpavam minhas lágrimas sujas. Sujas de raiva, de dor, implorando por amor. “É sobre o meu menininho”, eu lhe dizia chorando baixinho. Os meus amores e complicações sarados com suas poesias e canções. Cada sorriso teu era poesia, eu me lembro bem. E assim eu queria ser poesia também. Como você, eu queria transmitir paz, serenidade e não toda essa minha ansiedade. Eu queria o seu bracinho de noitinha pra deitar e dormir tranquila. A vida era mais fácil quando eu tinha você, pequenina. Que saudade que dá.