Eduardo F.
29 de agosto. Eu te ligaria agora para te encher de mimos, mas não tenho o seu número. Eu iria te visitar se pudesse e soubesse seu endereço. Eu até que te mandaria um e-mail, mas há tempo que você abandonou o computador e sumiu do mapa. Eu te daria um abraço, alguns beijos e muito amor, mas faz tantos anos que as portas do seu coração se fecharam comigo do lado de fora. Eu poderia te desejar parabéns agora, gritar ao vento até que chegasse ao seu ouvido, mas eu realmente não sinto vontade de te desejar mais nada. Como, irmãozinho, você que tanto amei se tornou tão indiferente assim para mim? Eu te prometi amor eterno até nos dias que você não mais se lembrasse de mim, perdoe-me por todo amor que eu tinha ter se tornado em mágoas inesquecíveis. Perdoe, ainda, por ter te deixado ir embora. Todas as suas palavras sujas e suas ações podres não me doeram mais do que a morte do nosso amor. Todas as nossas brincadeiras, nossos risos silenciosos na madrugada e as gargal...