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Final triste ou final feliz?



Em vários momentos da vida temos que decidir entre virar a direta ou a esquerda. Não importando qual a escolha, ambas levarão para a mesma direção: em frente. E em outro momento, outro cruzamento e nessas curvas vamos encontrando o caminho certo a seguir.

Certamente, haverá uma multidão para andar ao seu lado. Na maioria das vezes, essa multidão poderá ser contada nos dedos.  Um amigo, um familiar, alguém para amar. Assim, vamos compartilhando o peso do mundo e a caminhada fica até divertida. O importante é saber lidar quando uma dessas pessoas tem que seguir um caminho contrário...

Foi assim comigo várias vezes. Vai uns, entram outros, mas ninguém que seja realmente substituído. Em muitos momentos as idas foram maiores que as vindas, até que me iludi achando estar só. Não era verdade, pois haviam outros dedos a contar. Mas bem, está sendo assim novamente, agora. Vejo três curvas no horizonte, cutucando a minha mente, lembrando-me que em algum momento eu precisarei decidir qual delas é a correta. Oh Deus, como é difícil tomar essas decisões, ainda mais quando se tem 17 e não se sabe de nada.

Porém, de uma coisa eu sei. Em uma dessas curvas, será preciso seguir o caminho contrário a uma dessas pessoas que contamos nos dedos. De novo. É preciso deixa-la ir... Logo, nossos objetivos vão se desencontrar e precisaremos seguir caminhos opostos (mas sempre em frente...). Eu por aqui, ele por ali, cada um com suas dores. É tão inevitável... Mas é a lei da natureza. Estou ciente disso, sei que devo preparar o discurso, a despedida, as lágrimas. Sei que devo dizer adeus. E dessa vez, de verdade. Dessa vez, sem me enganar e acreditar que os caminhos se cruzarão novamente.

Não se cruzarão. Dessa vez, nossos caminhos estão distantes um do outro, nossos objetivos são diferentes demais. O que tenho para oferecer sempre será muito pouco perto do que você precisa receber. Se tiver que ser assim, vamos dar quantos abraços pudermos, quantas palavras bonitas nossas bocas conseguirem falar, vamos dizer tudo o que tiver que dizer, porque sabemos que o fim está próximo.

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