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Pedro V.


Não me lembro de quanto tempo se passaram desde a última vez que nos encontramos. Às vezes ainda sinto como se fosse 365 anos. Sei que foi bem menos que isso. Dois anos? Três? O tempo sempre se distorce quando se trata de você e da parte do meu passado em que você esteve presente. O tempo dói muito. As suas últimas palavras ainda me atormentam, sabia? Queria que tudo entre a gente tivesse terminado bem, que eu pudesse voltar agora sem sentir nenhuma coisa estranha como se fôssemos estranhos. Eu ainda te sinto tão próximo de mim, como se ainda fôssemos o que um dia a gente foi. Nunca perdi o carinho forte por você. Nunca perdi nada. Porque eu descobri que você tinha razão nas suas últimas palavras, eu não sou uma boa pessoa, Pedro, embora eu não fizesse o que você achava que eu fazia. Pedro. É tão estranho te chamar assim, pelo seu nome, seco e puro, sem todos aqueles apelidos que tínhamos. Eu só espero que você ainda se lembre da promessa que fizemos naquela tarde. Porque podemos não estar juntos agora, mas o meu amor permanece vivo.

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