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Quando te imagino, neva.

Quando te imagino, neva.
Avalanche em meu estomago, um frio impiedoso. Talvez seja medo ou o inicio de uma paixão. Ou o medo de que seja uma paixão. Sempre tive medo de amar. Não sou do tipo que se arrisca, mas quando te idealizo, uma ventania me faz estremecer. Chovem dúvidas. Eu só te imagino, eu só te idealizo, porém, se um dia tu me aparecer... Estremeço. Não sei o que faria se tu saísses de minha imaginação e se tornasse real, tudo sairia de controle.
Estremeço novamente.
Chuviscam alguns pingos de desejo de que aconteça o que mais temo. Paro e vejo o outro lado da história: se tu se tornasses real em meu mundo, meus braços não se sentiriam mais tão vazios. Eu teria alguém para abraçar. E um grande terremoto em meu mundo faz balançar, balançar, e volta tudo pro lugar. Eu tenho medo de amar.
Respiro, me acalmo. É melhor te ter só em meus sonhos, só em minha imaginação, assim, tudo fica em meu controle.
Mas quando te imagino, neva.
Isso me deixa aquecido.
É o bastante.

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