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O sorriso que se apagou

Eu a vi, ela estava tão diferente.
Tão triste e tão só, tão carente.
Ninguém sabia o que acontecia em seu interior, ela fingia que também não.
Foi estranho, pois ela era feliz e entristeceu.
A menina que me fazia sorrir chorou.
Ela falava tanto e se calou.
Mas antes do silêncio, ela gritou.
Gritos que jamais foram ouvidos.
Ninguém suspeitava da dor que levava em seu coração.
Ela tinha muitos amigos, mas hoje precisa escrever pra não se sentir só.
No começo todos sentiram a sua falta,
Ligavam perguntando o que aconteceu, todos iam atrás.
Eles se preocupavam.
Porém, desistiram rápido demais dela.
E talvez o que ela precisasse fosse de alguém que não desistisse,
Talvez ela se afastasse só pra ver quem a esperaria.
Mas ninguém esperou.
Ninguém estaria ali se ela voltasse.
E ela não voltou.
Continuou ali: triste, só e carente. Tão frágil, coitada.
Não tinha ninguém mais para machucá-la.
Mas não tinha ninguém mais para curá-la
E continuou ali, tão triste, tão só, tão carente, tão frágil, coitada, sem ninguém.


(Rayanne C.)

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